
” A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA,

A GENTE QUER SAÍDA PARA QUALQUER PARTE…

DESEJO, NECESSIDADE, VONTADE,

NECESSIDADE, DESEJO, …

NECESSIDADE,
VONTADE” !!!
.

” A GENTE NÃO QUER SÓ COMIDA,

A GENTE QUER SAÍDA PARA QUALQUER PARTE…

DESEJO, NECESSIDADE, VONTADE,

NECESSIDADE, DESEJO, …

NECESSIDADE,
.
Em um passeio pelo Parque do Ibirapuera, ontem, além dos belos exemplos de jardins (entre eles alguns comestíveis!) no Festival dos Jardins promovido pelo MAM, encontrei um belo exemplo – que não fazia parte do festival! – de gentileza humana que gera beleza urbana (foto).

Talvez você pense: – que coisa boba, é só um vaso na pia de um banheiro!
E ai eu retruco: – certo, é só um vaso na pia de um banheiro, uma banheiro de uso público! É muito possível que este simples vaso tenha sido produzido e colocado lá por quem cuida da limpeza do banheiro, e dúvido que tal pessoa tenha recebido algum tipo de ordem de algum chefe para fazer isto. Agora, imagine se todos cuidassem dos espaços de uso coletivo com este mesmo esmero… não importa partido político, etnia, classe social, idade …
Ah, o Festival de Jardins está absolutamente incrível! Voltarei lá para fotografar e postar aqui. ;)

Foto: Marcio de Almeida Bueno
A nutricionista Claudia Lulkin, adepta de um estilo de vida em harmonia com a natureza, realiza trabalho educativo de resgate da cultura da jardinagem voltada para a alimentação num assentamento urbano na cidade de São Leopoldo, Rio Grande do Sul – o chamado paisagismo ou jardinagem alimentar. Nesta entrevista, ela esclarece o que é e quais os valores difundidos por esta prática que, de acordo com ela, deveria ser adotada não só no campo, mas também nas cidades.
Mobilizadores COEP – O que é paisagismo alimentar? Em que princípios se baseia?
R.: Paisagismo alimentar é uma proposta de se plantar, num mesmo local, plantas destinadas ao embelezamento e outras que podem fornecer alimentos, como árvores frutíferas, plantas medicinais, como guaco, boldo, camomila, e flores comestíveis como capuchinha. Em todos os lugares, em cada cantinho, em cada pedacinho que parece abandonado podemos fazer um jardim aprazível, curador, colorido, organizador do olhar. O princípio básico é embelezar como função estética, anti-estresse e incentivar a paixão pela jardinagem.
Mobilizadores COEP – De que maneira o paisagismo alimentar pode contribuir para promover a segurança alimentar, principalmente, dos mais pobres, onde os recursos e também o acesso à informação para uma alimentação saudável são mais escassos?
R.: Promover a segurança alimentar é muita pretensão, mas, ao plantarmos frutas como mamão, limão, laranja, bergamota, maracujá, pitangas, goiabas, butiás e abacate; temperos, como salsinha, cebolinha, manjericão, manjerona; e ervas medicinais como capim cidró, camomila, macela, lavanda, podemos oferecer às comunidades princípios curativos, vitaminas e minerais, que além de tudo podem ser compartilhados e dar aroma e cores à paisagem. Mesmo a jardinagem na cidade utiliza plantas de forma bem repetitiva, ou seja, com pouca diversidade e, em geral, sem função alimentar.
Mobilizadores COEP – Qual a relação entre paisagismo alimentar e permacultura? Poderia explicar a diferença entre eles?
R.: A permacultura é a prática de uma cultura permanente que engloba planejar e manter sistemas de escala humana ambientalmente sustentáveis. Em permacultura também se faz paisagismo alimentar e muito mais. Esta cultura ocupa-se de guardar água para molhar as plantas, ensina a fazer telhados verdes que também podem ter plantas alimentícias, faz casas com recursos locais. O paisagismo alimentar está dentro da permacultura, está dentro das práticas de agrofloresta, está dentro do paisagismo, da arquitetura, da agricultura urbana.
Mobilizadores COEP – Podemos aplicar o paisagismo alimentar nos grandes centros urbanos? Como seria o plantio em apartamentos?
R.: Muitas pessoas plantam suas flores e temperos em sacadas de apartamentos, em parapeitos de janelas. Os centros urbanos têm muitas áreas com espaços que podem se tornar jardins comestíveis. A princípio qualquer lugar pode receber plantas para se tornar mais agradável.
Mobilizadores COEP – Que tipo de alimentos, flores e ervas medicinais podem ser cultivados? Quais os principais cuidados que devem ser adotados?
R.: Já citei vários, mas é importante se certificar com pessoas que entendam de plantas e estudar o que pode ser plantado, para não ter problemas futuros com fios de eletricidade ou com canos que estão sob calçadas, por exemplo, caso as espécies escolhidas cresçam muito ou tenham a raiz muito grande.
Mobilizadores COEP – De que maneira podemos melhorar a nossa interação com a natureza, através dos alimentos, dentro dos grandes centros urbanos?
R.: Cada vez mais parece que as pessoas estão se dando conta da necessidade dos elementos da natureza para sua sanidade: tomar sol, respirar ar puro, sentir a brisa e o vento, ouvir a chuva, ver um lago, ver o verde, sentir os aromas. Se plantarmos jardins que também sejam comestíveis, também sentiremos sabores. É uma alimentação não só para o corpo, mas para a mente, para os olhos, para os sentidos, para o equilíbrio psicológico.
Mobilizadores COEP – Você trabalha com um assentamento urbano em São Leopoldo (RS), onde desenvolve um trabalho educativo através da jardinagem alimentar. No que consiste o trabalho e há quanto tempo vem sendo realizado? Ele já trouxe resultados? Poderia citar exemplos práticos?
R.: O assentamento urbano Vida Nova, em São Leopoldo, abriga cerca de 133 famílias que moravam às margens do Arroio Kruse e foram reassentadas pelo Projeto PAC Arroio Kruse – projeto articulado junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vinculado ao Governo Federal, sob a coordenação da Prefeitura. O projeto visa também à regularização fundiária e a recuperação ambiental de aproximadamente 1,5 quilômetros do arroio.
Estamos começando a disseminar a ideia da criação de uma nova paisagem, de embelezar e valorizar os espaços individuais e coletivos e acrescentar princípios alimentares – jardins com ervas, com flores coloridas e curativas, com trepadeiras como guaco e bertalha, e babosa para cicatrização, por exemplo. As famílias assentadas já vinham de uma prática similar. Agora, estamos estimulando a continuidade dessas práticas e a aproximação da vizinhança, com um troca-troca de mudas, receitas e xaropes.
Mobilizadores COEP – Como a comunidade do assentamento está reagindo a este tipo de trabalho educacional? Ela participa e se envolve? De que forma?
R.: As pessoas se envolvem pelo prazer de ver os resultados, mesmo que isso tenha um tempo para se estabelecer: o tempo do crescimento das plantas. É interessante, pois o tempo urbano é da correria e a jardinagem tem o tempo das estações, das lunações e temos que esperar para ver o que acontece com as plantas. É outra dimensão.
É um trabalho ainda recente, mas esperamos envolver a comunidade e disseminar estas ideias. O método – inspirado a partir de leituras e vivências dos mestres Paulo Freire, Bill Mollison, Lucia Legan, Ademar Brasileiro e Clara Brandão; das Ongs Ingá, Flor de Ouro, Oca Brasil e Ecocentro IPEC – é da descoberta dos recursos disponíveis a cada momento, provocando rápida transformação com assimilação da idéia e da prática.
Mobilizadores COEP – Como podemos utilizar os alimentos de forma a torná-los aliados para o desenvolvimento de uma vida mais saudável e mais produtiva?
R.: Os alimentos de origem vegetal: frutas, verduras, flores, temperos têm princípios funcionais, curativos. Têm cheiros, cores, sabores verdadeiros. Se conseguimos transformar o paladar que está ficando também alterado por uma alimentação altamente processada e artificializada, estaremos oferecendo ao corpo mais nutrientes.
As atividades de jardinagem e de paisagismo alimentar também fazem com que as pessoas voltem a utilizar melhor seu corpo, se alongando, se abaixando, tomando sol. Rompem a doença do sedentarismo com uma atividade extremamente prazerosa e revitalizante.
Mobilizadores COEP – O que é importante fazer para que as comunidades adotem alimentação mais variada e criativa, valorizando os alimentos típicos de sua região? Pode citar exemplos?
R.: É importante colocar a mão na terra e na massa, fazer refeições junto, demonstrar na prática as delícias que estão disponíveis ou que podem se tornar disponíveis. Por exemplo: numa comunidade, uma senhora tem no seu pátio tomate de árvore. Passamos a utilizar os tomates em comidas na cozinha comunitária e o grupo reaprendeu a utilizar essa planta.
Em outro momento, utilizamos mamões verdes para uma geléia com coco e ficou uma delícia. Colhemos butiás e fazemos suco. Batemos maracujás com cenoura para suco e fazemos maionese de abacate, colhemos os chuchus e fazemos saladas ou doce. Quando se tem a disponibilidade dos recursos, torna-se mais fácil criar com eles. Esse movimento tem o intuito de envolver mais pessoas para que se tenha esses recursos disponíveis e possamos estimular este tipo de alimentação. Algo do tipo que ‘essa moda pegue’, resgatando o gosto pelo prazer da jardinagem.
Eu me tornei uma apaixonada por isso através de amigos que têm a maestria da jardinagem, como Ademar Brasileiro – Mago Jardineiro de Curitiba, Marco Krug, artista, designer, paisagista, doRecife (PE), o pessoal do Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (Ipec), em Pirenópolis (GO); os jardins da Humaniversity, na Holanda. Todos são movimentos de resgate da relação do homem com o meio ambiente ao seu redor.
Entrevista para o Grupo de Combate à Fome e Segurança Alimentar
Fonte: www.mobilizadores.org.br
Jardins Suspensos da Babilônia, pintura de Martin Heemskerck, um dos principais pintores holandeses do século XVI.
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Qual é o significado da tese do “desurbanismo”, que na década de 40 afirmava que era preciso que a cidade não crescesse?
Na realidade, o “desurbanismo” teria o seguinte significado: em face da contestação daquilo que se chama o “caos urbano” no mundo inteiro, do abandono do campo para a vida urbana, que solução se pediria na tecnologia urbanística? Umas das hipóteses imediatas já surgiu muito antes da década de 40. O que se chamou de “desurbanismo” foi a proposta de se evitar o crescimento da cidade, forçar que a contradição entre a cidade e o campo se resolvesse morando no campo. Isso foi a tal ponto que alguns países chegaram a estabelecer critérios para que as pessoas pudessem abandonar o campo e viver na cidade. O que conta, universalmente, é a tendência que a humanidade tem de viver cada vez mais em aglomeração urbana. Então, tomar uma posição na contradição entre cidade e campo pelo lado unicamente espacial, forçando o homem do campo a viver lá sem atingir a cidade, significa ir contra um alinhamento já provado como inevitável.
Ora, não sei se é o caso de se buscar a solução para isso fora do plano espacial e sim interferindo nas estruturas econômico-sociais que fazem o campo impossível de ser habitado pelo homem. O homem que abandona o campo hoje no Brasil ganha Cr$ 120 por dia, na cidade de São Paulo, pedindo esmola. Ganha quatro vezes mais do que ganharia como trabalhador em qualquer outro lugar do campo. Pedir esmola nas cidades dá muito mais dinheiro que trabalhar no campo. Há uma alteração, portanto, que não se liga diretamente ao plano da relação arquitetônica espacial do traçado da cidade, para que ela se equilibre como forma espacial adaptada à vivência humana feliz, como nós a desejamos.
Isso se contém de alguma maneira dentro de cada uma das estruturas econômico-sociais que caracterizam um país, se bem que exista uma tendência universal para a vida cada vez mais na cidade e menos no campo. Podemos concluir que “desurbanizar”, se não está longe, parece que não é uma solução imediata para essa problemática, que está a exigir das ciências sociais o estudo das condições dentro das quais o homem vive, visando a uma solução diferente para aquilo que pode chamar-se contradição entre a cidade e o campo.
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Trecho de “Arquitetura e desenvolvimento nacional”. Depoimento realizado pelo arquiteto Vilanova Artigas, em maio de 1979, em ciclo de debates organizado pelo IAB-SP, sobre o tema Arquitetura e Desenvolvimento Nacional. Do livro Vilanova Artigas Caminhos da Arquitetura, Cosac Naify 2004, p 149-150.
“Assim como o sol derrete o gelo, a gentileza evapora mal entendidos, desconfianças e hostilidade.”
Albert Schweitzer: Músico, filósofo e médico alemão. Prêmio Nobel da Paz em 1952.
Um texto bem bacana de Rubem Alves no link:
De 10 a 14 de maio de 2010.
Local: Centro Universitário Unimonte.
Esclarecimentos no site: http://www.unimonte.br/institucional/sobre-a-unimonte-11 .

Vista aérea de Brasilia - DF
“O desenvolvimento científico e tecnológico
e a ecologia,
inteligentemente confrontados,
são sempre compatíveis.”
Lúcio Costa
Ingredientes:
200gr de mandioca cozida
75gr de tofu defumado
01 pimenta dedo de moça
01 cebola ralada
sal, azeite e cebolinha a gosto
Modo de preparo:
Cozinhar a mandioca e depois bater com a própria água do cozimento. Refogar a cebola no azeite até dourar., acrescentar o tofu, a cebolinha. e por último o creme de mandioca feito anteriormente. Ferver por 5 min e acrescentar o sal.
Ingredientes:
200 gr de banana da terra
75gr de manteiga de garrafa
1 cx de creme de soja
pimenta do reino e canela a gosto
Modo de preparo:
Cozinhar as bananas na pressão, depois amassar e acrescentar a manteiga, em fogo alto, mexendo bem até dar ponto firme. Acrescentar a soja e o sal, polvilhar com a canela.
Curso Teórico-Prático
Conteúdos Abordados:
Peter Webb formou-se na Austrália em Horticultural Science; estudou Permacultura com oseu mentor Bill Mollison; e foi responsável pelo Banco de Sementes do Jardim Botânico de Melbourne por três anos. Em 1980, mudou-se para Inglaterra onde deu início ao trabalho de Cirurgia em Árvores e formou-se em Agricultura Biodinâmica, na Emerson College, em Londres. Desde 1984, passou a morar no Brasil. Por catorze anos, viveu
de modo autosustentável em Matutu, no Sul de Minas Gerais. Em 1998, mudou-se para São Paulo, onde, desde então, tem administrado cursos e desenvolvido projetos de Agroflorestas, Agricultura autosustentável, Consultoria ambiental, Paisagismo, Cirurgia em árvores e Reflorestamento. Desde 2002, ao unir a Permacultura à Psicologia do Budismo Tibetano, em parceria com Bel Cesar, desenvolve atividades de Ecopsicologia no Sítio Vida de Clara Luz, em Itapevi, São Paulo.
LOCAL: Sítio Anhangá, no entorno da Reserva Florestal do Morro Grande. Remanescente de Mata Atlântica, alta biodiversidade, bela paisagem, rio corrente e cachoeira para banhar! Na cidade de Cotia-SP (Km 39 da Rodovia Raposo Tavares, a 40 minutos de São Paulo).
R$: 380,00 (Inclui: certificado, alojamento coletivo, alimentação vegetariana)
Prazos para depósito e pagamentos: até 10/5
DATA: 15 e 16 de maio
+ Info: http://www.humanaterra.blogspot.com/
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Projetos de construção de fazendas verticais se multiplicam no exterior
Projetos de escritórios americanos e europeus prevêem edifícios autossustentáveis, geradores da própria energia e de alimento para seus moradores ou vizinhançaAna Paula Rocha |
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A ideia das fazendas verticais, proposta por Dickson Despommier, professor de saúde pública na Universidade Colúmbia, em Nova York, já atraiu a atenção de muitos arquitetos nos Estados Unidos e na Europa nos últimos anos. Recentemente, foi a vez do escritório belga Vincent Callebaut Architectures propor o edifício, ainda não aprovado, Dragonfly Vertical Farm, para a cidade de Nova York.
O empreendimento de 132 pavimentos e 600 metros de altura poderia acomodar 28 setores diferentes para a produção de frutas, vegetais, grãos, carne e leite. Basicamente a mesma função do empreendimento canadense Harvest Green Project, elaborado pelo escritório Romses Architects, e que venceu a competição “The 2030 Challenge” (em tradução literal, “O Desafio de 2030), criada para premiar as melhores soluções e projetos que diminuam a emissão de carbono na atmosfera.
Seja em Nova York ou no Canadá, a fórmula de criação desses arranha-céus é praticamente a mesma: são edifícios em áreas urbanas, que possuem sistemas de geração de energia solar e/ou eólica e andares divididos em diversas produções agrícolas. A geração da energia própria para o funcionamento do prédio e o cultivo de alimentos para os seus moradores ou vizinhança dariam a esses prédios a característica de autossustentáveis. O projeto Dragonfly Vertical Farm, por exemplo, foi inspirado nas asas de uma libélula e prevê laboratórios de pesquisa e áreas comuns intercalados entre pomares, hortas e salas de produção. Os espaços entre as “asas” possuem sistemas de energia solar que acumulam e mantêm o ar morno dentro da estrutura durante todo o inverno. Já no verão, os jardins verticais exteriores são capazes de filtrar a água da chuva e reutilizá-la nas plantações. Já o edifício Harvest Green Project possui a mesma diversidade de plantações do Drangonfly Vertical Farm, porém prevê também a construção de espaços abertos para a criação de animais e aves, além de salas para a reprodução de peixes. Ao invés de fachadas convencionais, com pintura, pastilhas ou vidro, o edifício é todo coberto de vegetação rasteira. Para comercializar a produção da fazenda vertical, os arquitetos do escritório Romses Architects projetaram um supermercado aberto ao público no térreo.
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Ingredientes:
250gr de flocos de milho
1 cebola ralada
sal, salsa, manteiga de garrafa a gosto
Modo de preparo:
Refogar a cebola na manteiga. Acrescentar os flocos de milho, depois de dourados acrescentar o sal e a salsa.

INSCRIÇÕES NO SITE http://www.idec.org.br/conferencia-seguranca-alimentos.asp .

Aspen Grove, Colorado - By Taylor Kennedy
Desde o começo do ano, Fernandópolis, no interior paulista, ganhou 300 novas árvores. O número é resultado de um “delivery ecologicamente correto” que se tornou moda entre a população: o Disque-Árvore. Por telefone, pode-se encomendar o plantio de uma muda em casa – sem pagar nada. Antes de plantá-la, técnicos da prefeitura vão ao local e avaliam o tipo de árvore ideal. Os beneficiados pelo programa assinam um termo de responsabilidade pelo cultivo do vegetal.
Texto extraído da Revista Época de 12 de abril de 2010; p 15.
ingredientes:
200gr de tofu fresco
200gr de cebola (rodelas)
200gr de pimentões diversos (rodelas)
5 colheres de sopa de suco de limão
salsa, cebolinha, alho e azeite de dende a gosto
02 vidros (pequenos) de leite de coco
01 folha de alga nori
200gr de tomate (rodelas)
modo de preparo:
Faça um caldo com a alga nori e o leite de coco até ferver, corte o tofu em fatias grossas e de molho por cerca de 2h. Enquanto isso refogue a cebola no azeite de dende de depois os pimentões. Retire o tofu do molho e coloque com cuidado em uma panela, intercale com camadas do refogado de cebola com pimentão, e rodelas de tomate. Acrescente o caldo de tofu preparado anteriormente. Frite o alho no dende, junte a salsa e a cebolinha, acrescente na moqueca. Feche a panela e deixe cozinhar por aproximadamente 15 min.
O.B.S.: Não mexer NUNCA, caso contrário o tofu vai quebrar.
Monitoramento em Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos
O Idec em parceria com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e apoio do CEPEDISA, (Centro de Estudos e Pesquisas de Direito Sanitário da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo), promovem no próximo dia 13 de abril a Mesa redonda “Monitoramento de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos: desafios e perspectivas”.
O Brasil é hoje o maior mercado consumidor de agrotóxicos no mundo e resíduos de agrotóxicos tem sido encontrados em diversos alimentos, muitas vezes, acima do limite permitido pela legislação. É preciso dialogar sobre os desafios de promover o uso responsável dos agrotóxicos o que envolve esclarecimento aos consumidores e fortalecimento de políticas que aumentem o controle da sociedade sobre os efeitos negativos trazidos pelo uso indiscriminado desses produtos.
O objetivo do evento é discutir os avanços e perspectivas do Programa de monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos (PARA), que controla, desde 2003, a aplicação de agrotóxicos nos alimentos consumidos pela população.
Inscrições gratuitas no site http://www.idec.org.br/mesa-redonda-residuos-agrotoxicos.asp, até o dia 12 de abril.
Debaixo de uma garoa paulistana básica, e mesmo sem autorização dos “donos” da calçada, plantamos no último dia 06/04 um mudinha de hortela neste local. Não sei o que vai acontecer, pois não parece um canteiro propício para uma plantinha rasteira frágil. Enfim, agora é observar, cuidar e aguardar. Em breve fotos.

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Depois da colheita, bora saciar a fome!
Este post é teste, em breve oficinas de alimentação viva, nutracêuticas, que curam e mantêm a saúde em dia!

Mangrove Saplings, Bali - By Tim Laman
Eis que em um livro de geografia geral do ensino médio, encontro o seguinte:
“Por falta de assistência técnica e de recursos, não há preocupação com a conservação do solo, as sementes utilizadas são de qualidade inferior, não se investe em fertilizantes e, portanto, a rentabilidade, a produção e a produtividade são baixas.”
E na internet, em uma reportagem da agência Reuters, de 05 de abril de 2006:
TÉCNICAS AGRÍCOLAS PROVOCAM FOME NA AFRICA
Métodos agrícolas defasados, e não condições climáticas ruins ou a aids, estão deixando a África faminta, afirmou um grupo na quarta-feira.
“Técnicas inadequadas de cultivo, e não a seca ou a aids, são o motivo pelo qual os hectares de área arável da África subsaariana produzem menos de metade da quantidade de cereais que o resto do mundo em desenvolvimento e apenas 20 por cento da média obtida na Europa”, afirmou o pesquisador Frans Cronje.
“Enquanto a aids e os padrões climáticos imprevisíveis foram identificados como fatores de agravamento da insegurança alimentar, esses fatores não são suficientes para explicar os altos níveis de subnutrição”, disse Cronje no comunicado que acompanhou a divulgação de uma pesquisa do Instituto Sul-Africano de Relações Raciais (Sairr).
“A comparação com dados internacionais mostra que a implementação de técnicas agrícolas melhores é algo crucial para reduzir a fome”, afirmou o pesquisador.
A aids e a seca foram acusadas por muitos de serem as causas das crises de falta de alimento verificadas na África, entre as quais a quebra de safra na região sul do continente, no ano passado, que deixou cerca de 12 milhões de pessoas dependentes de doações de comida.
A aids é considerada um fator importante porque está matando os agricultores no auge de suas vidas produtivas, deixando para trás crianças órfãs e idosos para realizar a atividade fisicamente pesada da agricultura de subsistência.
Segundo o Sairr, duas técnicas de cultivo básicas e essenciais não eram praticadas na África com a frequência necessária – a irrigação e a aplicação de fertilizantes.
O relatório disse que a África subsaariana tinha a menor quantidade de terra irrigada se levada em conta a proporção de terras cultivadas no mundo em desenvolvimento. A região também apresentava o menor consumo de fertilizante por hectare.
Mas a irrigação é um processo caro demais para um continente que é o mais pobre do mundo. E outros analistas já observaram que a agricultura africana vem sendo prejudicada pela falta de grandes sistemas hídricos necessários para a irrigação.
“Apesar de a produção de cereais no subcontinente ter aumentado em 18% na última década, até 40 por cento da população da África subsaariana continua subnutrida”, afirmou o relatório. “A África subsaariana precisaria dobrar sua produção de cereais a fim de eliminar do continente a fome e a subnutrição.”
Bom, vejamos. O objetivo principal da agricultura de subsistência é a segurança alimentar da família, sendo um tipo de agricultura praticada em pequenas propriedades rurais (atualmente em algumas urbanas), e de baixos insumos externos. A comercialização dos produtos excedentes, quando acontece, visa o bem estar através de melhorias na comunidade, e não o lucro. Os conhecimentos deste tipo de agricultura são tradicionais, herdados de geração em geração.
Quando a agricultura de subsistência começa a destinar os produtos não apenas ao consumo da família mas também para o mercado, precisa aumentar sua produção, o que justifica o uso de insumos externos e a modernização da agricultura. Essa transferência da produção puramente familiar para a produção comercial, descaracteriza as qualidades de subsistência, denominando um outro tipo de agricultura, que agora se chama agricultura de transição, e vai acontecendo na medida em que estes pequenos agricultores vão tendo acesso aos sistemas de créditos, e outras operações do mercado.
Obedecendo a economia de mercado, existe ainda a agricultura modernizada, com insumos unicamente externos, objetivando somente o lucro. O agricultor não depende da produção para satisfazer a segurança alimentar de sua família, este tipo de agricultura é apenas um negócio rentável que demanda novas tecnologias para obter maiores lucros.
Estes tipos de agricultura acontecem com uma dinâmica de produção, onde as atividades são executadas dentro ou fora de algumas regras, caracterizando o Sistema Formal e o Sistema Informal. O Sistema Formal segue normas e regulamentos, sendo responsável pela produção e comercialização de sementes certificadas, o objetivo é vender sementes para os agricultores; O Sistema Informal de produção de sementes é praticado pelos agricultores de subsistência, se por um lado não possui reconhecimento oficial, nem qualquer outro tipo de certificação, por outro, proíbe a comercialização destas sementes de modo a garantir a política de troca ao invés de venda.
Agora que os conceitos forma sucintamente explicados, espero que seja possível identificar a incoerência do parágrafo do livro e inconsistência da reportagem.
“Há uma crença generalizada de que o Sistema Informal não seja sustentável. O Banco Mundial (World Bank, 1998) considera que este, por estar isolado dos mecanismos de melhoramento da agricultura modernizada, torna-se insustentável e inadequado. É possível que seja inadequado para as necessidades da economia de mercado, mas para as economias tradicionais, onde opera a agricultura de subsistência, tem demonstrado ampla sustentabilidade.” (do livro Sistema Informal de Sementes – Causas, conseqüências e alternativas, autores Carlos E. Dominguez O., Silmar T. Peske, Francisco Amaral Villela e Leopoldo Baudet L. p144)
” Quanto mais se foge, mais se tem medo. O mundo mágico desenha-se, toma forma, depois fecha-se em torno da consciência e a comprime: ela não pode querer escapar, pode buscar fugir do objeto mágico, mas fugir é dar-lhe uma realidade mágica ainda mais forte. E esse caráter mesmo de catividade, a consciência não o realiza em si mesma, ela o percebe nos objetos, os objetos são cativantes, eles encadeiam, apoderam-se da consciência. A libertação deve vir de uma reflexão purificadora ou de um desaparecimento total da situação emocionante.”
Esboço para uma teoria das emoções, Jean-Paul Sartre.

imagem da internet
Ingredientes:
350Gr de frainha integral
20 Gr de óleo
10 Gr de gergelim
10 Gr de linhaça
10 Gr de girassol
20 Grde açúcar
Sal a gosto
1 sache de fermento seco
1 litro de água aprox.
Modo de preparo:
Misturar bem os ingredientes secos, ir acrescentando as sementes, e os liquidos aos poucos. Amassar bem ate o fermento dissolver. Deixar a massa descansar por cerca de 10min, modelar e assar em forno pré aquecido a 180C por 30min.

fotografia de sebastião salgado
Há algo de suicida na maneira em que nós, humanos, tratamos as crianças. Nós a deixamos estacionadas na frente do televisor para que engulam horas e horas de programas estúpidos e de violência gratuitas.
elas saem imaturas e inadaptáveis para a nossa sociedade.
As crianças são o pedaço mais frágil desta sociedade que temos. São as primeiras a morrer de fome. As mais maltratadas pelas guerras. Nós as escravizamos, a torturamos, a prostituímos.
Independente do horror e da indecência que isto pressupõe, nós estamos construindo um futuro de monstros. Este inferno deixa pegadas que não desaparecem.
Por Rosa Montero, escritora e jornalista espanhola ( http://www2.tvcultura.com.br/provocacoes/poesia.asp?poesiaid=636 ).
Ingredientes:
150 Gr de cevada cozida
70 Gr de pvt grossa hidratada
70 Gr de vagem (picadinha)
2 tomates sem pele
1 cebola ralada
1 cenoura em cubos
Salsa (picadinha, para decorar)
Gengibre ralado
Ervas aromáticas frescas
2 l de água
50 Gr de quinoa
Modo de preparo:1- Faça um caldo com água e ervas
2- Retire as ervas quando o caldo começar a ferver
3- Ao lado acrescente cevada a cenoura e a quinoa
4- Desfie a soja e acrescente ao caldo
5- Refogue a cebola acrescente o gengibre , dê uma leve refogada nos tomates e coloque na panela com os legumes
6- Por ultimo acrescente a vagem e na hora de servir acrescente a salsa.
Vale lembrar que a quinoa, ou quinua, é um tipo de cereal rico em proteínas, vitaminas (B1, B2, B3, B6, C e E) e minerais (ferro, fósforo e cálcio) , e apresenta um balanço de aminoácidos essenciais adequados a saúde.
A foto abaixo mostra os dois primeiros canteiros escolhidos para Projeto Jardins Comestíveis na Cônego. Hoje começamos a conversar sobre a escolha da planta, duas sugeridas foram Capim Cidreira e Melissa, devido ao volume e por serem plantas que se adaptam a várias condições de clima e solo.

jardins comestiveis na conego, local
A primeira etapa foi a escolha da área, feita semana passada (04/03/2010). Como teremos que ser constantes na manutenção da horta, para o primeiro Projeto Jardins Comestíveis, escolhemos uma área no trajeto trabalho x casa. E assim, o projeto Jardins Comestíveis na Cônego começará em dois canteiros de uma pequena rua do bairro de Pinheiros, na cidade de São Paulo, objetivando ocupar pequenos espaços degradados no canteiro da calçada.
A segunda etapa agora será escolhermos as plantas, com base nos seguintes critérios:
A terceira etapa, talvez a mais difícil, será a autorização dos “proprietários” da calçada. Mas isto faremos somente depois de ter escolhido a planta, inclusive, provavelmente levaremos um croqui para facilitar a visualização.
A quarta etapa será apresentar este croqui aos “proprietários”, e se eles aprovarem a quinta etapa será o plantio das sementes ou mudas.
Já tiramos a foto do local, em breve será postada aqui! :)
De um lado, muita gente acredita que a fome no mundo irá aumentar devido ao aumento da população aliado a devastação das áreas cultiváveis do globo, a própria ONU (Organização das Nações Unidas) diz que é preciso aumentar a produção de alimentos para diminuir a fome do mundo. De outro lado, estudos mostram que a produção agrícola sempre foi capaz de superar o crescimento populacional, provando que o principal problema não é a incapacidade de produzir alimentos em quantidade suficiente.
A explosão demográfica e a desertificação poderiam ser consideradas agravantes da miséria alimentar, se no mundo contemporâneo a fome não estivesse associada à fartura e ao desperdício. Nosso padrão de consumo é fundamentado na desigualdade, é incompatível com a justiça social: poucos consomem o de muitos. E a respeito da desertificação, temos tecnologias suficientes para a construção de edifícios agrícolas verticais e sustentáveis.
Na sociedade capitalista as safras agrícolas destinam-se prioritariamente a quem tem condições de pagar, portanto, de nada adianta reduzir a taxa de natalidade, nem mesmo aumentar a produção de alimentos, se não se consegue garantir que a produção tenha sido distribuída para todos.
Para combater a fome do estômago precisaremos saciar a fome do espírito, buscando um modo de vida que priorize a satisfação das necessidades, das necessidades!, e deixe de lado o insaciável lucro do capital.

Foto: Arquivo AE
A frase acima é de Roberto Burle Marx, mais importante paisagista brasileiro do século XX, que desde o início de sua carreira trabalhou com consagrados nomes da arquitetura moderna.
Seu primeiro jardim foi para a casa de Alfredo Schwartz, em 1932, no Rio de Janeiro (RJ), com arquitetura dos consagrados arquitetos Lúcio Costa e Gregori Warchavchik. A partir dai não parou mais, dentre outros dois mil projetos de sua autoria, em 1953 projetou o jardim do Aeroporto de Pampulha, em Belo Horizonte (MG) ; em 1954 elaborou o projeto paisagistico do Parque Ibirapuera, em São Paulo (Sp); em 1961 o paisagismo do Eixo Monumental de Brasília (DF) e ainda em 1961 elaborou o paisagismo do Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro (RJ).
Seus projetos são comparados a pinturas abstratas que usam plantas nativas do Brasil para criar blocos de cor. Infelizmente, nem todos compreendem a gentiliza urbana desenhada por seus jardins e por este motivo muitas de suas obras estão sendo ameaçadas, quando não de destruição, de abandono.
Nasceu em 05 de agosto de 1909 em São Paulo e faleceu em 1994 no Rio de Janeiro.
Para saber mais:
http://www.vitruvius.com.br/entrevista/burlemarx/burlemarx.asp
http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq013/arq013_01.asp
http://www.vitruvius.com.br/minhacidade/mc162/mc162.asp
“Modernidade Verde – Jardins de Burle Marx”, de Guilherme Mazza Dourado (Senac São Paulo, Edusp; 320 páginas).
Iniciando um novo blog, depois de tantos… veremos onde este vai parar. Quer dizer: – Carol, “não para, não para, não para nããããão!”.
O primeiro durou 2 anos, deu muuuuuuuuuuuuuuuito certo, ganhou até selo entre os melhores blogs da Uol! uhuuu :) Os que vieram depois … buá buá … não duraram sequer um único mês. Sempre é preciso persistência, propósito, objetivo… na teoria é fácil.
O tema central deste blog aqui é a pesquisa em torno do ativismo dos jardins urbanos e também da agricultura urbana. A produção dos textos pretenderá responder a algumas perguntas simples, outras nem tanto: Desde quando existem jardins? Quais as caracteristicas de uma área cultivável? Quais os motivos para agricultura urbana? Daria certo unir o lado útil da agricultura a beleza do paisagismo nos jardins? Como fazer isto?
E olha, a busca por este tema pode ser mais importante do que parece! A erradicação da pobreza e da fome é o primeiro dos Objetivos do Milênio propostos pela ONU (Organização das Nações Unidas). No Brasil, por exemplo, 29% das pessoas¹ estão abaixo da linha de pobreza, ou seja, vivem atualmente com menos de US$ 1 (um dólar)/ dia. Além dos aspectos econômicos, sociais e políticos agravantes deste cenário, temos o agravante das mudanças climáticas, que está provocado a desertificação de muitas áreas cultiváveis do planeta. Só na América Latina espera-se que 75% das terras sejam atingidas por este processo, e devido a este mesmo processo em todas as regiões cultiváveis do globo, é previsto o alarmante dado de migração de 50 milhões de pessoas no mundo nos próximos 7 anos.
Isso mesmo, nos próximos 7 anos!!! Já deu prá perceber que não é apenas a geração do seu neto que vai participar deste processo. Enfim, também não é mais uma questão de encontrar os culpados, muito menos de esperar por leis que garantam sustentabilidade para as futuras gerações.
¹ - Dado do site: http://www.objetivosdomilenio.org.br/